PF deflagra 3ª fase da Operação Overclean para desarticular organização criminosa responsável por desvios no DNOCS


PF deflagra 3ª fase da Operação Overclean para desarticular organização criminosa responsável por desvios no DNOCS
Foto: Divulgação

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Estão sendo cumpridos, nas cidades de Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju , 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público de suas funções, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

 

As investigações apontam que o esquema criminoso atingiu principalmente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), especialmente a Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA), além de outros órgãos públicos que contavam com o apoio operacional da organização criminosa nas localidades afetadas.

 

A apuração indica ainda que a organização direcionava recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando superfaturamento de obras e desvios financeiros.

 

Estima-se que a organização tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio desses contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

 

ESQUEMA CRIMINOSO
Ponto central das investigações, a empresa Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda é citada por firmar um contrato com o DNOCS através do Pregão Eletrônico nº. 3/2021 e outros dois pregões. Segundo a decisão, a movimentação indica que as irregularidades estão inseridas em um contexto maior.

 

A investigação também indicou a existência de elementos que apontam o envolvimento de Lucas Lobão, ex-Coordenador Estadual do DNOCS na Bahia no esquema. Nesse sentido, destaca-se a relação de proximidade existente entre ele e Alex Rezende Parente - também alvo da operação - e sua participação ativa nos Pregões Eletrônicos n. 9/2020 e 3/2021, que culminaram na contratação da Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda. 

 

Lobão, enquanto ocupava o cargo no DNOCS, facilitava a aprovação dos contratos e, após sua exoneração, continuou a atuar nos bastidores em favor da Allpha Pavimentações. A partir de então ele passou a trabalhar, informalmente, com a empresa mencionada, visando facilitar e intermediar os pleitos da Allpha junto ao órgão federal.


Risco fiscal com ações judiciais cai a R$ 641 bi em 2024, mas efeito sobre precatórios é incerto


Risco fiscal com ações judiciais cai a R$ 641 bi em 2024, mas efeito sobre precatórios é incerto
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O risco fiscal para a União com ações judiciais caiu a R$ 640,8 bilhões no fim de 2024, 13,3% a menos do que no ano anterior, segundo dados do Balanço Geral da União divulgados pelo Tesouro Nacional.
 

Embora seja uma boa notícia, o efeito dessa redução sobre o montante a ser pago em precatórios nos próximos anos ainda é incerto, pois não há uma relação mecânica entre a dimensão do risco e o volume de sentenças judiciais a serem pagas pelo governo federal.
 

"Não existe isso muito claro. Nem tudo que gera precatório está mapeado como risco fiscal", diz o subsecretário de Contabilidade Pública do Tesouro Nacional, Heriberto Nascimento.
 

Quando se trata da trajetória das contas públicas, os precatórios são hoje uma das principais fontes de preocupação para a equipe econômica. Além dos valores expressivos e, muitas vezes, imprevisíveis, a regra que garante o pagamento de parte das sentenças fora das regras fiscais só vale até o fim de 2026.
 

O mapeamento de riscos fiscais judiciais até serve de termômetro, mas sua metodologia específica contempla apenas temas de maior repercussão, com impacto estimado acima de R$ 1 bilhão. Muitas condenações contra a União, porém, são de menor valor individualmente e por isso ficam de fora -embora, no conjunto, signifiquem uma despesa relevante.
 

Do risco fiscal judicial identificado no fim de 2024, R$ 150,8 bilhões eram de ações com desfecho desfavorável à União e que já transitaram em julgado (ou seja, não cabe mais recurso). Nesses casos, o valor da perda já está dado, embora ainda haja incerteza quanto ao momento exato em que ocorrerá o pagamento. Os valores ficam provisionados no balanço federal até o efetivo desembolso.
 

Metade do montante se refere aos créditos judiciais devido à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/Cofins. No fim de 2024, o governo estimava uma perda de R$ 78,2 bilhões a ser ainda efetivada. O valor era maior em 2023, de R$ 124,2 bilhões. Os contribuintes que ganharam as ações já têm usado os créditos para abater impostos a pagar à Receita Federal, por isso a variação.
 

"Quando o processo transitou em julgado, o risco estava em mais ou menos R$ 500 bilhões. Depois, foi feita uma estimativa de efetiva realização", afirma Nascimento. Segundo ele, a compensação vem acontecendo, mas a redução das provisões depende de um estudo técnico do fisco para reavaliar os números das provisões.
 

Outros R$ 479,8 bilhões eram de ações judiciais sem trânsito em julgado, mas classificadas como um "risco provável" pela AGU (Advocacia-Geral da União), quando já há uma decisão desfavorável à União, mas ainda há possibilidade de discussão e mudança dos valores envolvidos.
 

Há também R$ 10,2 bilhões referentes à provisão de precatórios e RPVs (requisições de pequeno valor) expedidos anteriormente e que foram cancelados, mas ainda podem ser reclamados pelos credores.
 

Entre as ações classificadas como risco provável, o principal acréscimo de valor veio de indenizações ao setor sucroalcooleiro, reivindicadas devido à fixação de preços dos produtos do setor em valores inferiores ao levantamento de custos realizado no passado.
 

Até 2023, o governo considerava uma perda possível (ou seja, um grau mais remoto de risco) de R$ 79,6 bilhões, sem necessidade de provisão no balanço. No ano passado, com o avanço da ação, a AGU reclassificou essa parcela como risco provável, forçando o ajuste para prováveis perdas.
 

Além disso, o valor foi atualizado para R$ 104,5 bilhões para incorporar correção monetária (IPCA) e incidência de juros (Selic). "Tanto a correção monetária quanto os juros foram aplicados aos valores e períodos constantes nos diferentes processos relativos ao assunto que tramitam no Judiciário. Ressalta-se que esses períodos são distintos para cada uma das demandas judiciais em tramitação", disse a AGU, em nota. Segundo o Tesouro, os montantes ainda podem mudar e até diminuir, caso a União seja bem-sucedida em algum recurso.
 

Embora o retrato do risco fiscal judicial não tenha uma relação mecânica com o volume de precatórios, o Balanço Geral da União também traz informações sobre o fluxo de sentenças judiciais remetidas para pagamento pelos tribunais.
 

Em 2024, o saldo inicial de precatórios e RPVs era de R$ 85 bilhões, e ainda houve a inscrição de outros R$ 117 bilhões. Já o pagamento ficou em R$ 71 bilhões.
 

Isso significa que o ano passado terminou com um saldo final de R$ 131 bilhões em sentenças judiciais já remetidas para quitação. Segundo o subsecretário, desse valor, já há uma previsão de pagamento de R$ 102,7 bilhões no Orçamento deste ano.
 

Os R$ 28,3 bilhões remanescentes representam o volume de precatórios apresentados entre abril (data-limite para pagamento em 2025) e dezembro do ano passado e que serão o ponto de partida da fatura a ser quitada em 2026. Para efeito de comparação, na passagem de 2023 para 2024, o valor restante havia ficado em R$ 14 bilhões.
 

Nascimento ponderou, no entanto, que é difícil concluir, a partir desses números, se haverá aumento ou não do volume de sentenças judiciais, uma vez que é preciso aguardar as informações apresentadas pelos tribunais durante o ano de 2025.

Personalidades lamentam morte de Wanda Chase; jornalista estava internada em Salvador


Personalidades lamentam morte de Wanda Chase; jornalista estava internada em Salvador
Foto: Instagram

A morte da jornalista Wanda Chase, aos 74 anos, pegou o público e os admiradores do trabalho da profissional manauara de surpresa na manhã desta quinta-feira (3).

 

Por meio das redes sociais, diversas personalidades lamentaram o falecimento da jornalista, uma figura importante para a cultura baiana pelo conhecimento e pela cobertura feita em diversos carnavais, com aprofundamento em blocos afro e na festa, uma das características mais marcantes da identidade baiana.

 

A ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes publicou um texto em homenagem a Wanda no Instagram. Na postagem, Margareth lembra com carinho dos diversos encontros que teve com a jornalista e da importância de Wanda para a comunicação.

 

 

"Acordei hoje com a triste notícia do falecimento da jornalista Wanda Chase, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, em Salvador. Lembro-me das vezes em que nos encontramos, ela sempre com um sorriso, alegria contagiante e muita competência no que fazia. Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo e na luta por igualdade racial e justiça social", escreveu.

 

 

A banda Olodum, onde Wanda foi conselheira e assessora de imprensa, também compartilhou uma homenagem para a artista. "A família Olodum lamenta profundamente a passagem de Wanda Chase, jornalista, mulher negra, militante do movimento negro e conselheira do Olodum. Nossos sentimentos à familiares e amigos nesse momento de pesar", dizia a mensagem do grupo.

 

No perfil dedicado a banda Os Autorais, formada por Tonho Matéria, Jorge Zarath e Tenison Del Rey, a jornalista também foi homenageada.

 

"Amanhecemos mais tristes, amanhecemos com um vazio em nossos corações. A cultura baiana e em especial a música baiana perde mais que uma profissional de alto gabarito, perdemos uma inspiração e uma mola que impulsionava nossos artistas e nossa arte. Descanse em paz @chase.wanda, você justificou com maestria a sua passagem por este plano. Vamos sempre lembrar de você com alegria, vamos sempre te imaginar com esse sorriso lindo e namorando com a sua segunda pátria, a Bahia!."

 

Informações obtidas pelo BN apontam que ela teria morrido após uma cirurgia no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador. Em nota divulgada no perfil oficial de Wanda, a família da artista revelou que Wanda escrevia um livro sobre o Axé Music.

 

"A família Chase, lamenta com pesar, informar o falecimento da irmã, tia e tia avó Wanda Chase. Jornalista, uma mulher pioneira e inspiradora na luta pela igualdade racial e pela representatividade na mídia. [...] Além de sua destacada atuação como repórter, editora, colunista e apresentadora, Wanda Chase foi uma militante incansável do movimento negro, lutando por mais visibilidade e inclusão para as comunidades afrodescendentes. esmo após sua aposentadoria, Wanda, continuou ativa, escrevendo sua coluna “Opraí Wanda Chase” no Portal IBahia e trabalhando em projetos como um podcast “Bastidores com Wanda Chase” e um livro sobre a axé music."

 

Na postagem, os familiares da jornalista ainda falaram sobre o legado que será deixado por Wanda após anos de dedicação a comunicação. "Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela vida e pela justiça social continuará a inspirar gerações futuras. Para nós, seus familiares, Wanda é referência de alegria, determinação, sensatez, honestidade e competência. Na vida a Wanda amou tudo que fez e nosso amor por ela é para sempre".

Polícia investiga grupo que usava rede social para difamar moradores de cidade baiana

 

Operação contra grupo suspeito de difamar moradores de Barra
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Um grupo de baianos, oriundos de Barra, no Oeste baiano, e que moram em Brasília (DF) é investigado de difamar conterrâneos através de um perfil falso em rede social. Os suspeitos foram alvo de uma operação, realizada nesta quarta-feira (2).

 

Segundo a Polícia Civil, os ataques ocorreram entre setembro e outubro do ano passado. Entre as pessoas atingidas estão comerciantes, policiais e políticos que atuam na região. Ao G1, o delegado titular de Barra, Jenivaldo Rodrigues, informou que os investigados xingavam pessoas, expondo famílias da cidade.

 

A apuração teve início depois que boletins de ocorrência foram registrados pelas vítimas. O delegado também declarou que os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, não são da mesma família, mas se conhecem e ainda têm parentes na região.

 

A polícia baiana coordenou a ação contra o grupo com a ajuda de policiais do Distrito Federal. Na ação, foram apreendidos aparelhos celulares que os suspeitos usavam para fazer as postagens.

Preta Gil surge nas redes sociais após nova internação e tranquiliza fãs


Preta Gil surge nas redes sociais após nova internação e tranquiliza fãs
Foto: Instagram

Preta Gil, de 50 anos, surgiu nas redes sociais após a informação de uma nova internação da artista, desta vez no Rio de Janeiro.

 

Por meio das redes sociais, a cantora compartilhou registros dos amigos Jude Paulla, Gominho, Malu Barbosa, Soraya Rocha e Julia Sampaio, que estavam acompanhando ela no hospital. "2 anos eles cuidando de mim e não cansam. Obrigada meus amores", escreveu.

 

De acordo com a equipe da artista, em contato com a Quem, Preta só precisou ser hospitalizada porque precisa fazer exames e tomar medicações. 

 

Segundo a assessoria de Preta, as medicações em questão só podem ser feitas em ambiente hospitalar pelo fato de ela ser uma paciente oncológica.

 

A nova internação da cantora acontece poucos dias após ela revelar a ida para os Estados Unidos para um tratamento experimental. Durante a participação no 'Domingão com Huck', Preta contou que foi uma sugestão dos médicos para dar continuidade ao tratamento contra o câncer.

 

“As minhas chances de cura estão fora do Brasil e é pra lá que eu vou, pra voltar pra cá curada. Tenho muita coisa a fazer nessa vida e me recuso a aceitar que se findou para mim. Tenho muita coisa para fazer aqui, nessa vida, então eu me recuso a aceitar que se findou pra mim agora”, disse.

Ex-secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral é um dos alvos da terceira fase da Operação Overclean


Ex-secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral é um dos alvos da terceira fase da Operação Overclean
Foto: Reprodução

Ex-secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral é um dos alvos da terceira fase da Operação Overclean, deflagrada na manhã desta quinta-feira (3) pela Polícia Federal.

 

Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias, o mandado cumprido em Belo Horizonte (MG) foi referente a ele, já que atualmente Barral atua como secretário de Educação da capital mineira. Ele é o servidor afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da operação.

 

Com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público de suas funções estão sendo cumpridos em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju.

 

Bruno Barral foi nomeado para o posto em Belo Horizonte em abril do ano passado, em uma articulação que envolveu diretamente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

 

As investigações apontam que o esquema criminoso atingiu principalmente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), especialmente a Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA), além de outros órgãos públicos que contavam com o apoio operacional da organização criminosa nas localidades afetadas.

 

A apuração indica ainda que a organização direcionava recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando superfaturamento de obras e desvios financeiros.

 

Estima-se que a organização tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio desses contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Vitória negocia empréstimo de Camutanga para time da Série B; saiba mais


Vitória negocia empréstimo de Camutanga para time da Série B; saiba mais
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Um dos destaques do Vitória no título da Série B de 2023 e do Campeonato Baiano de 2024, o zagueiro Camutanga pode ser emprestado para o Remo, time que disputará Série B do Campeonato Brasileiro. A informação foi publicada inicialmente pelo portal NE45 e confirmada pelo Bahia Notícias.

 

Recentemente, o defensor renovou contrato com o Vitória até o final de 2026 e o empréstimo para o clube paraense é até o final de 2025. Atualmente com 31 anos, Camutanga soma 75 jogos com a camisa rubro-negra, com seis gols e uma assistência.

 

Após sofrer uma grave lesão no joelho em junho de 2024, o zagueiro voltou a atuar apenas em março desta temporada. Em 2025, Camutanga soma duas partidas, contra o Atlético de Alagoinhas, quando saiu do banco e atuou por 11 minutos, pela semifinal do Baianão, e Moto Club, quando foi titular, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste.

 

Revelado pelo Auto Esporte, o defensor tem passagens por CSA, Náutico, Atlético Goianiense, entre outras equipes. No elenco rubro-negro, atualmente o técnico Thiago Carpini conta com os zagueiros Lucas Halter, Neris, Edu, Zé Marcos e Kauan.

Polícia recupera sete equipamentos roubados da Limpurb em Salvador


Polícia recupera sete equipamentos roubados da Limpurb em Salvador
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil recuperou, nesta terça-feira (02), sete roçadeiras roubadas de funcionários da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb). O roubo aconteceu na terça-feira (1º), quando o ônibus com os agentes de limpeza foi interceptado por quatro criminosos armados na Avenida 29 de março, em Cajazeiras, e o material foi encontrado em uma casa em São Tomé de Paripe. 

 

O imóvel foi identificado por meio de diligências da Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). O proprietário não estava no local. Uma mulher que se apresentou como namorada dele entregou os equipamentos. Ela foi conduzida para esclarecimentos na unidade especializada, ouvida e liberada. 

 

Os equipamentos estão avaliados em R$ 30 mil. Além do material recuperado, dois veículos usados no crime e um dos suspeitos já foram identificados. Um simulacro de arma de fogo utilizado na ação criminosa também foi apreendido na residência. Os equipamentos serão restituídos à Empresa de Limpeza Urbana e as investigações seguem para identificar todos os envolvidos no roubo.

Sport vence Retrô nos pênaltis e conquista o Pernambucano em final marcada por confusão; entenda


Briga generalizada entre jogadores de Sport e Retrô
Foto: Reprodução/Canal GOAT

O Sport conquistou seu 45º título do Campeonato Pernambucano e se sagrou tricampeão ao vencer o Retrô nos pênaltis, por 4 a 2, após empate no agregado por 4 a 4. A decisão ocorreu na última quarta-feira (2), na Ilha do Retiro, e foi marcada por uma confusão generalizada antes das penalidades.

 

Durante o tempo regulamentar, o Rubro-Negro Pernambucano abriu o placar com Chico, mas sofreu a virada com gols de Mascote e Fernandinho. O confronto esquentou quando Caíque França defendeu um pênalti cobrado por Diego Guerra, causando um enorme tumulto entre os jogadores.

 

Na disputa final, Fabian Volpi chegou a defender uma cobrança para o Retrô, mas a arbitragem anulou o lance por adiantamento. No fim, o Sport converteu quatro penalidades contra duas do adversário e garantiu o tricampeonato estadual.

 

Após o apito final, jogadores do Retrô se reuniram no meio-campo e partiram para a briga. Um deles chegou a aplicar uma voadora em um membro da comissão técnica do Sport. A confusão só foi contida com a intervenção da polícia. Veja abaixo:

 

 

Agora, o Leão da Ilha volta as atenções para o Campeonato Brasileiro e enfrenta o Palmeiras no próximo domingo (6), pela segunda rodada da competição.

'Transição para fim do petróleo tem que começar', diz a petroleiras assessora do Meio Ambiente para COP30


'Transição para fim do petróleo tem que começar', diz a petroleiras assessora do Meio Ambiente para COP30
Foto: Rogerio Cassimiro/MMA

A chefe da assessoria especial do MMA (Ministério do Meio Ambiente) para a COP30 (conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas), Alice Amorim, afirmou nesta quarta-feira (2) que a transição para um mundo sem combustíveis fósseis é longa, mas tem que começar.
 

Amorim participou de evento promovido por petroleiras no Rio de Janeiro, onde foi apresentada proposta para estabelecer critérios para definir que países reduziriam primeiro sua produção em uma eventual implantação de acordo feito na COP28, em Dubai.
 

O MMA tem mostrado resistência à principal bandeira das petroleiras com operações no país atualmente: a abertura de nova fronteira exploratória na margem equatorial, que é alvo de embate entre as áreas ambiental e energética do governo.
 

"O 'trasitioning away' [a transição para o fim dos combustíveis fósseis] é um processo, um processo que vai ser longo, precisa ser planejado e precisa ser equitativo, como definido em Dubai. Mas ele precisa começar", afirmou Alice.
 

A inclusão da expressão na declaração de Dubai foi um avanço em relação a conferências do clima anteriores, que não chegavam a citar o tema em seus documentos finais. Mas, desde então, não houve evoluções em relação a como esse movimento será feito.
 

A expectativa do setor de petróleo brasileiro é que o debate seja retomado em Belém, na COP30. Por isso, o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás) patrocinou em parceria com o iCS (Instituto Clima e Sociedade) a elaboração de uma proposta de critérios para o debate.
 

Elaborada pela consultoria Catavento, a proposta classifica países de acordo com cinco critérios: a dependência das receitas do petróleo, a competitividade da produção, a segurança energética, o perfil de emissões de gases do efeito estufa e a resiliência institucional de cada país.
 

"Esse estudo e outros que virão são importantes para começarmos a planejar como é que vamos tirar o papel o que acordamos em Dubai", disse a assessora do MMA, defendendo que a COP30 seja a COP da implementação de medidas que vêm sendo debatidas há anos.
 

Em resposta a petroleiras, afirmou que "todos aqui querem ser parte da solução, mas precisamos nos esforçar muito, porque a ciência diz que a gente não está fazendo o suficiente".
 

O setor de petróleo defende que projeções internacionais indicam demanda crescente por combustíveis até 2050 e, por isso, a produção deve também crescer. Por isso, alegam que petróleos menos poluentes e de países mais dependentes dessa receita devem prevalecer no futuro.
 

A tese reforça, no Brasil, a defesa pela perfuração de poços exploratórios na margem equatorial, em busca de uma nova fronteira para a produção de petróleo no país, que tem apoio não só das petroleiras, mas da área energética do governo e de lideranças políticas da região Norte.
 

Eles alegam que o país não pode abrir mão das riquezas de seu subsolo. Defendem ainda que o petróleo brasileiro tem pouca intensidade de carbono, que o país já tem uma matriz energética mais limpa e que pode controlar suas emissões de forma mais eficiente combatendo o desmatamento.
 

Já ambientalistas dizem que o mundo não deve abrir novas fronteiras de produção, limitando-se a produzir o petróleo já descoberto. Em março, carta aberta assinada por 260 organizações e especialistas pediram limites à participação de lobistas do petróleo na COP30.
 

Nesta quarta, o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, criticou a ideia. "A gente rejeita ideias de nos excluir do debate público, até de sugerir que não podemos participar da COP30, porque temos propostas a apresentar", afirmou.
 

O instituto reuniu representantes de petroleiras com atuação no país, como a Petrobras, a francesa TotalEnergies, a norueguesa Equinor e as inglesas BP e Shell. Em geral, todos alegam que cortes na redução de petróleo ampliariam a desigualdade econômica no planeta.
 

"A gente não pode, como indústria de óleo e gás, termos vergonha do que estamos fazendo, nós somos parte da solução", disse a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos.